Caixinha sem surpresa, vazando.

Hoje eu tive a sensação mais estranha de toda a minha vida. No caminho que eu faço todos os dias, de repente meu corpo sentiu vontade de chorar. Mas não era uma vontade de chorar comum, com os olhos, e isso foi o mais estranho de tudo. Meu corpo TODO queria chorar, como se por um momento cada poro de mim estivesse a ponto de explodir em lágrimas e me desfazer por completo em água, um lapso de tristeza que por um momento pareceu me dissolver, e naquele instante tudo estava tão claro e eu sabia exatamente porque estava assim, e meu único desejo era dar meia volta e fugir dali, mas é claro, momentos passam, e você volta à prisão da realidade de um jeito ou de outro, percebendo que ser adulto é complicado, então o instinto teve que ser oprimido e a vida continuou. O momento se foi e eu segui em frente, a vida estava normal de novo. O corpo seco, sem lágrimas. A vida acontecendo como sempre, sem me notar. De volta à caixinha de nenhuma surpresa, onde tudo é controlado e limitado.

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"There’s a reason I said I’d be happy alone. It wasn’t ‘cause I thought I’d be happy alone. It was because I thought if I loved someone and then it fell apart, I might not make it. It’s easier to be alone, because what if you learn that you need love and you don’t have it? What if you like it and lean on it? What if you shape your life around it and then it falls apart? Can you even survive that kind of pain? Losing love is like organ damage. It’s like dying. The only difference is death ends. This? It could go on forever."
- Meredith Grey // Grey’s Anatomy, Season 7, Episode 22.

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I am a mess, I am broken, I can’t feel anything but fear. Fear that I may never put myself back together. And how could this happen? TO ME! The only person I know that had faith in people, in the world, in life, in love. This one person turned to stone. This one person can’t feel love, or joy. If I could be phisically alone, I would scream, and cry rivers of sadness, and punch things until I’d see blood. And that’s what’s happening inside me all day long; every minute I’m awake I know there’s a war exploding inside my head.

I am not the person I’ve always wanted to be, and it scares me. What if I can’t be fixed anymore?

I cry alone.

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"They take pictures of the mountain climbers at the top of the mountain. They are smiling, ecstatic, triumphant. They don’t take pictures along the way cause who wants to remember the rest of it? We push ourselves because we have to not because we like it. The relentless climb, the pain and anguish of taking it to the next level – nobody takes pictures of that, nobody wants to remember, we just want to remember the view from the top, the breathtaking moment at the edge of the world. That’s what keeps us climbing and it’s worth the pain, that’s the crazy part. It’s worth anything."
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Meredith Grey - 'Push' (via greys-anatomy-quotes)

If you’re a climber there’s always another mountain […]

(via greys-anatomy-quotes)

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Everyday threat

Life is threatening. Not good or bad, just threatening. And what, you’re gonna stop living because of it? Of course not, you’re not that fool.

The years go like the wind, you grow up and your teenage is left behind. So far, the best time of your life, you think. You were happy, and didn’t notice. But it’s just because you felt things, developed your personality and let go. You discovered yourself, and as you did, you just barried it, like it’s no big deal.

You realized feelings hurt. Happy hurts, Love hurts, Sad hurts. Sometime, you figured everything hurts, and you’ve experienced some. So you stop. You stop feeling. Not because you want to, cause you like the feelings, but your head makes you stop because it’s the normal reaction. When you’re in pain, your bain reacts trying to stop that for you. If something hurts you, your brain is the soldier who’s gonna fight for you.

And then… You turn to ice, cold-hearted, no feeling, just like a stone, living day after day not knowing why you’re still there. Not having any reason to move on, not being able to show any joy, love, unless you fake it, and you fake it so well everyone around believes you. It becomes real to them, but you know inside you it’s not.

But someday you have your usual brainstorm, and realizes that this is just the new threat of your life. You have to learn how to manage your pain, and bring those feelings back, you just have to. Your personal soldier needs a rest. It might be your friend, but it can’t hold you forever, you have to leave the shelf sometime. Otherwise you’re gonna be just a zombie waiting for a redemption that will never come. Feel your emptiness, know it, learn how to fix it and then DO SO!

That’s your life, and no one can fix it but yourself.

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(Fiction) Stuck

Topo. Não aquele topo de chegar alto na vida e conseguir tudo do bom e do melhor, só o topo literal de um edifício. Acabei de chegar, e só vim porque precisava escapar, do meu quarto, das minhas coisas, da vida à qual eu me prendi. Aqui em cima é um bom lugar pra pensar e apesar de eu não ser muito fã de alturas, a visão daqui à noite é muito bonita. Sem pessoas andando lá embaixo, poucos carros e poucas luzes acesas, céu limpo e um vento fraco batendo no rosto, bom pra esquecer de tudo, ou pensar em tudo. Não que minha vida seja ruim, mas a rotina está me matando, sabe? É uma prisão a céu aberto onde vivemos todos os dias e por mais que queiramos, não dá pra fugir.


Eu tenho sonhos, sonhos altos, tão altos que pra alcançá-los seria preciso aprender a voar. Isso se esses sonhos não estivessem trancados em um lugar onde eu mesmo não consigo mais chegar. As pessoas com quem convivo todos os dias empurram eles cada vez mais baixo, me forçando a acreditar que sonhar não é bom, e que onde eu estou é o mais longe que eu posso alcançar. Mas a verdade por baixo disso tudo é que quem está preso a essa realidade medíocre de todos os dias são elas, são as pessoas à minha volta. Parece difícil pra elas pensar que existe uma vida muito maior do que a que acontece todos os dias, de um jeito tão regrado e repetitivo que dá nos nervos. E como essa visão é sempre tão limitada, quando eu começo a me soltar do chão, alguém corta as asas que me estão crescendo.


Além disso, essas mesmas pessoas que me seguram no chão não estão nem aí pra tudo o que acontece comigo. Ou seja, estou sozinho. Meus amigos tem seus próprios problemas, minha família (a direta, porque os outros foram cortados aos poucos do meu círculo de propósito) tem também problemas maiores pra lidar, e tem eu, que hoje prefiro muitas vezes ficar trancado no quarto fazendo qualquer coisa que não seja socializar. Socializar significa falar, e eu não posso falar porque ninguém quer ou vai ouvir e eu cansei de falar sozinho. Se for pra falar sozinho, eu falo com meu travesseiro, grito meus problemas pra fora de mim esperando que vão embora e libero a raiva que tenho sentido dessa rotina medíocre esperando que tudo isso simplesmente passe como mágica.


No fundo, bem la no fundo, eu sei que não vai passar. Não sou estúpido e sei que qualquer mudança na MINHA vida depende SÓ de mim, mas é difícil observar a história toda quando você faz parte dela, e é por isso que as pessoas normalmente precisam umas das outras, uma visão de fora sempre clarifica as opções. Mas como só eu sei, pra mim agora não existe uma visão do exterior. Somos eu e eu mesmo, pensando no topo de um prédio enquanto ninguém lá embaixo se importa. Sem rir, sem chorar, sem sentir nada além de indiferença por cada momento que acontece no meu dia.


Talvez eu não tenha problema nenhum, na verdade. Talvez eu não precise sentir raiva de nada nem de ninguém. Talvez eu esteja só exagerando, o que não seria incomum. Mas não tem ninguém pra me dizer que eu estou perdendo tempo, ou pra me oferecer um ombro, ou mesmo me dar um tapa na cara pra tentar me acordar desse pesadelo. Sou só eu, esperando uma resposta de um mundo que não nota a minha presença e tentando passar por esses dias com a maior frieza possível, pra que isso não acabe com os sonhos que estão enterrados sabe-se lá onde, e quem sabe um dia poder colocá-los de novo pra fora, devolver a eles as asas que perderam nesse caminho e esperando que alguém vá segurar minhas mão no fim do túnel pra que eu não precise sair sozinho. Eu só não quero sair sozinho.

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